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Museu da Vila renovado abre portas ao público

24 Out 2019
Localizado no edifício dos paços do concelho, o Museu da Vila reabre ao público no próximo sábado, 26 de outubro, às 11h00, com um espaço renovado e alargado de exposição e com mais funcionalidades interativas para os visitantes.

No início da visita, é o rei D. Carlos que logo à entrada, num quadro de viva voz, dá as boas vindas aos visitantes que vão iniciar um percurso que os levará a conhecer a história da Vila e do concelho de Cascais desde o Neolítico à atualidade.

Com recurso a convidativas soluções multimédia, os visitantes poderão navegar pela história de Cascais a seu gosto, fotografando-se em 1900, ouvindo num rádio dos anos 30 alguns dos maiores êxitos da música (inter)nacional, cuja história se relaciona com Cascais ou utilizando painéis interativos para descobrir a realidade do concelho durante a II Guerra Mundial.

Entre outras novidades do renovado museu, há a possibilidade de se se assistir a muitos filmes com história, cedidos pelo Arquivo Nacional de Imagens em Movimento e pelo Arquivo da RTP.

Já depois de terem passado pela Sala dos Presidentes, os visitantes mergulharão numa experiência imersiva para conhecer os esforços que Cascais tem vindo a desenvolver para se transformar numa cidade inteligente.

Neste Museu até a loja é histórica! A área de venda é, na verdade, uma antiga mercearia de meados do século XX, que foi restaurada para voltar a ganhar função.

Estes e outros factos e momentos da história da Vila e do Concelho de Cascais vão surpreender os visitantes, no próximo sábado, como as CETÁRIAS ROMANAS DE CASCAIS, tanques de uma unidade de produção e transformação de preparados piscícolas. Localizadas junto, localizadas na Rua Marques Leal Pancada, junto aos paços do Concelho, as Cetárias Romanas passam também a ser de usufruto público, depois de terem sido recuperadas e dotadas de informação de apoio à visitação.

Mais informações sobre os conteúdos expositivos do Museu da Vila | No Museu da Vila exibem-se as mais emblemáticas peças para a descoberta do passado de Cascais, entre as quais se destacam artefactos pré-históricos como extraordinárias taças campaniformes e as sandálias votivas encontradas nas Grutas de Alapraia ou um importante conjunto de vestígios do período da ocupação romana, parcialmente descoberto na villa de Freiria, que o Município de Cascais recuperou em 2018 para fruição pública. Outras peças são apresentadas através de um inovador sistema de projeção em 3D que realça ainda mais a riqueza deste património coletivo.

Os visitantes vão ainda conhecer a evolução da vila de Cascais, que D. Pedro I tornou autónoma em 1364, a que se sucederia a criação do concelho em 1370. Recordando-se que a invasão espanhola de 1580 se processou por Cascais e que o seu território seria fortemente afetado pelo terramoto de 1755, evoca-se igualmente a importância da agricultura e da pesca para o seu desenvolvimento, sem esquecer a atividade dos canteiros, aqui representados pelos seus instrumentos de trabalho e até por uma lápide do antigo cemitério da vila.

A partir de 1870, Cascais transformou-se na rainha das praias portuguesas. A importância da Família Real e da Corte para esta transformação é realçada pelas muitas peças em exibição, entre as quais se destaca a raqueta de ténis do Rei D. Carlos, fotografias de época, um telégrafo e até o capacete do comandante dos Bombeiros Voluntários de Cascais, corporação fundada em 1886.

Neste Museu exibe-se igualmente memorabilia dos reis sem trono que se exilaram em Cascais depois da guerra, como Humberto II de Itália, Carol II da Roménia ou os condes de Barcelona. Os visitantes têm também a possibilidade de se sentar num confortável sofá-cinema para assistir a muitos filmes com história, cedidos pelo Arquivo Nacional de Imagens em Movimento e pelo Arquivo da RTP.

Cetárias Romanas de Cascais | Tanques de uma unidade de produção e transformação de preparados piscícolas.Muito apreciados na culinária romana, os molhos de peixe (garum, muria salsamentorum, liquamen e hallec, entre outros) eram aqui preparados, recorrendo aos abundantes recursos marinhos que seriam desembarcados na Praia da Ribeira. Nas cetárias, tanques com revestimento estanque (opus signinum) tendencialmente retangular, eram colocados os peixes misturados com sal. Através de um processo de autodigestão do próprio aparelho digestivo e na presença de um antissético (o sal) o peixe ia-se transformando em pasta.

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